"Caminhante, tuas pegadas são o caminho (...)
Não há caminhos; faz-se o caminho ao andar".
Mostrando postagens com marcador Vídeo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Vídeo. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, maio 02, 2011

Coaching Sistêmico - Constelações

O coaching deixou de ser um luxo destinado só a altos executivos, para se tornar um elemento essencial para apoiar profissionais a serem mais produtivos, integrados e harmoniosos em seu trabalho. O coaching é uma nova forma de lidar consigo próprio e com as pessoas, quer sejam liderados, clientes ou o chefe.
A expressão coaching vem do inglês coach , que é assemelhada ao técnico de um time de futebol. O coach é uma pessoa que está em posição de liderança e atua no dia-a-dia. Os usos e costumes das organizações indicam que a expressão coachingtambém se aplica ao apoio externo que consultores e terapeutas dão para pessoas e equipes.
O coaching sistêmico é uma abordagem inovadora de diagnosticar e solucionar situações que envolvem relacionamentos, vínculos e conexões, envolvendo as competências de gestão, como liderança, foco nos resultados e nos clientes, trabalho em equipe, motivação, comunicações, dar e receber feedback, carreira, desenvolvimento, estilos de atuação, conflitos entre pessoas e áreas, etc. 
Diferentemente das terapias convencionais, que tem uma duração maior por tratarem de temas de maior amplitude, o coaching é realizado em poucas reuniões, e, com os recursos tecnológicos disponíveis nos dias de hoje, é possível um atendimento eficaz à distância, no que chamamos de tele-coaching .  
A alegação de que o coaching é caro se desfaz quando se avaliam corretamente a relação custo-benefício do processo. Quanto custa para a empresa, para as pessoas e para o próprio profissional um comportamento desalinhado com as estratégias da organização? Quanto custa um líder desmotivado, agressivo e desorganizado? E um vendedor desestimulado para dar um bom atendimento? Ou um chefe que é bom tecnicamente, mas tem dificuldades de lidar com questões das pessoas? 
O coaching sistêmico apóia profissionais que passam por momentos de decisão ou por momentos mais difíceis em seus trabalhos. Por exemplo, quanto ao próximo passo de desenvolvimento de suas carreiras, entrosamento em equipe, divergências de orientação de negócios, conflitos com colegas, estilos de liderança não adequados (muito "duros" ou muito "soltos"), falta de habilidade de comunicação, pouca clareza quanto à visão de futuro, etc. O coaching se inicia com a definição clara do foco do processo, que vai orientar todas as reuniões. Com o foco definido, o coaching costuma ocorrer em três a cinco reuniões de uma hora e meia cada.  
Uma das etapas mais importantes do coaching sistêmico é a realização de uma Constelação Organizacional, onde são utilizadas figuras representativas, trazendo ao cliente a visualização e insights de seu momento atual, da "solução" que busca e dos passos que precisam ser dados. Na Constelação são representados os diversos elementos que compõe a situação, definindo claramente o contexto e as relações entre estes elementos. Por exemplo, num caso que recentemente atendi, ficou claro que o cliente se posicionava muito perto de sua equipe (que era vista como pouco amadurecida) e muito longe de seu diretor, o que vinha causando um desequilíbrio dentro da empresa. A Constelação também ajuda a visualizar quais pessoas ou fatores podem ajudar ou prejudicar o profissional em seus objetivos, dando mais clareza para aproximações ou afastamentos. A Constelação torna explicito aquilo que estava oculto. 
A Constelação identifica com rapidez desequilíbrios no sistema do cliente, em geral causadas por "emaranhados", que significam a não observância aos três princípios sistêmicos que regem os relacionamentos:

  • Princípio da ordem: cada pessoa tem um lugar claro e definido no sistema, e as contribuições do passado precisam ser honradas para que o futuro seja possível.
  • Princípio do equilíbrio entre o dar e o receber: nenhum relacionamento pode se manter quando o dar é continuamente diferente do receber, gerando uma sensação de mal estar.
  • Princípio da pertinência: trata da necessidade que temos de pertencer, de sermos incluídos em diversos grupos, sendo os mais importantes a família e o trabalho. O "pertencer" também implica na obrigação de determinados deveres em contrapartida aos direitos de pertencer àquele grupo

O coaching trabalha com três questões básicas, apoiando o cliente na definição de respostas e busca de soluções:
  • Onde estou hoje: é a caracterização do momento atual do comportamento que o cliente está praticando, do aclaramento de intenções, crenças e valores, bem como a identificação das demandas atuais de seu cargo e o seu perfil de atuação, com o Mapeamento 360, que têm se mostrado de fácil compreensão e extremamente útil como referencial
  • Para onde quero ir: consiste na definição da visão de futuro, dos resultados a serem alcançados, de indicadores que mostram os progressos alcançados
  • Como chegarei lá:  um articulado e realista "Plano de Ação" coroa ocoaching , definindo os passos concretos a serem dados.
Tem se mostrado vantajoso para o cliente, após o encerramento da fase intensiva do coaching , a realização de algumas reuniões de acompanhamento e avaliação dos progressos, por exemplo, a cada três meses. Também o apoio individual docoaching pode ser potencializado quando a equipe de trabalho realiza o processo coletivamente, tratando de questões que afetam a equipe como um todo. Neste caso, também as Constelações Organizacionais têm se revelado um precioso aliado na busca de soluções.

Texto de Gustavo G. Boog -  colunista do Empregos.com.br e consultor da Boog&Associados

O Vídeo a seguir, esclarece a diferença entre Coaching e Coaching Sistêmico:

quarta-feira, abril 13, 2011

Entrevista sobre Constelações Familiares - TV Gazeta - Dr.Décio Fábio

Entrevista muito interessante e esclarecedora sobre o trabalho com Constelações, vale a pena assistir:

Parte 1

Parte 2



sexta-feira, abril 08, 2011

Constelações Organizacionais/ Empresariais



HISTÓRICO


Começou na Áustria em 1995: dois consultores de empresas convidaram Bert Hellinguer para fazer um trabalho numa empresa internacional. Foi um trabalho muito convincente, mas menos emocional do que nas constelações familiares.
Entretanto Bert Hellinger não estava muito interessado nesta temática e disse a Gunthard Weberpara fazer esse trabalho. Ao princípio, ele não sabia se o queria fazer, mas como trabalha com empresas, começou a fazer algumas experiências que tiveram resultados muito bons. É considerado o “pai” das Constelações Organizacionais.
Em 1998 realizaram o primeiro Congresso, onde estabeleceram as primeiras bases.
No princípio, os primeiros facilitadores eram terapeutas. Preocupavam-se mais com as dinâmicas sociais e psicológicas e em explicar o contexto empresarial desde uma óptica familiar.
O pensamento sistémico tem a ver com o contexto, com os processos, como se influenciam mutuamente, como se forma a consciência colectiva e como é que o observador influencia o observado, tudo isto como um todo.
Entretanto houve um outro professor universitário, Matthias Varga von Kibèd que desenvolveu uma apresentação teórica das Constelações Organizacionais e vários tipos de constelações, mais conhecidas por Constelações Estruturadas. Este professor que este fenômeno é como se fosse uma linguagem “transverbal” que é falada pelo grupo através da metodologia das constelações. O grande desafio é descobrir a “gramática” para esta linguagem.
Começa a haver já, alguns estudos da validação dos resultados e análises estatísticas. Em Itália, foi apresentado um estudo na Universidade de Milão sobre marcas (estudaram-se 24 marcas e houve seis constelações que foram repetidas e obtiveram-se as mesmas conclusões). Os resultados foram surpreendentes, principalmente, por terem sido feitos com pessoas da área de marketing que não tinham qualquer conhecimento prévio do trabalho sistêmico.


OS PRINCÍPIOS

Os princípios das Constelações Organizacionais não estão listados, mas encontram-se no nosso interior: é um processo curativo e não um processo descritivo (a aspirina tira a dor de cabeça, mas a causa da dor de cabeça não é a falta de aspirina).
Principais princípios das Constelações Organizacionais são:

  • A existência do problema

  • O que é, tem de ser reconhecido (respeito)

  • Mostrar a mudança e o que tem de ser preservado

  • Igualdade de pertencer (direito ao vínculo)

  • Equilíbrio de dar e receber

  • Necessidade de ordem (hierárquica, antiguidade, etc.)


  • Fonte: Talent Manager

    Vídeo sobre Constelações Organizacionais, apresentado no Programa Alma do Negócio:




    segunda-feira, março 28, 2011

    Vídeo de uma constelação

    Muitas pessoas têm perguntado sobre constelações...  Abaixo há o vídeo de uma constelação, que foi encontrado no youtube, esta constelação foi realizada num programa espírita. É apenas para ilustrar, pois o método TSFI acrescenta os sons.
    De qualquer modo, é importante salientar que a constelação não está relacionada a uma determinada religião, é um método terapêutico. Bom, acessem...

    Vídeo com uma constelação :




    Porém, para conhecer constelações (por tratar-se de uma ferramenta terapêutica com bases na fenomenologia), é interessante participar!


    domingo, fevereiro 06, 2011

    Bert Hellinger

    Anton "Suitbert" Hellinger (Leimen, 18 de Dezembro de 1925), conhecido simplesmente como Bert Hellinger, é um teólogo, filósofo e psicoterapeuta alemão, criador de uma nova abordagem de psicoterapia sistêmica.
    Os desenvolvimentos de seu trabalho tem amplas implicações para o âmbito da psicoterapia, aconselhamento de casais, pedagogia, consultoria de empresas, dramaturgia, política e solução de conflitos sociais.
    Oriundo de uma família católica, foi marcado pela SS, no tempo do nazismo, como "inimigo do estado", ainda muito jovem. Mesmo assim, foi convocado e serviu ao exército alemão. Capturado na Bélgica, posteriormente, fugiu e voltou para Berlim. Após esse evento, tornou-se padre católico missionário e serviu na África do Sul por 16 anos. Lá, conheceu a dura realidade do apartheid, e trabalhou, favorecido pela visão mais aberta dos padres anglicanos, com dinâmicas de grupo.
    Retornou à Alemanha e estudou gestaltoterapia; após dois anos de estudos, deixou sua ordem religiosa e se tornou psicoterapeuta. Estudou diversas teorias psicoterapêuticas:psicanálise; terapia primal, de Arthur Janov; análise de estórias, de Eric Berne; análise transacional, hipnoterapia. Nos anos 1970, teve contato com o trabalho de Virginia Satir, encantando-se pelo fenômeno da representação familiar desenvolvido por ela (que se passou a chamar de "escultura familiar"). Começou, então, a refletir sobre a consciência e as forças que atuam nos grupos familiares.
    Nos últimos anos, dedicou-se a expandir sua visão sistêmica em diversos países, tanto dentro como fora da Europa: Estados Unidos, América do Sul, América Central, Oriente Médio eÁsia.
    Visitou o Brasil em 1999 (Rio de Janeiro), 2001 (São Paulo), 2005 (Belo Horizonte), 2006 (Goiânia), 2007 (Brasília) e 2008 (Águas de Lindóia - SP).
    Descobriu, no processo de seu trabalho, que a consciência não é o juiz do certo e do errado, mas está ligada a certas ordens pré-definidas, as quais batizou de "ordens do amor" ou "ordens de origem".
    O desenvolvimento posterior de seu trabalho levou-o a descobertas sobre a natureza do vínculo e da ordem dentro dos grupos humanos e de como o amor cego e as necessidades de vínculo, ordem e compensação podem estar subjacentes às tragédias familiares, notadamente ao suicídio, acidentes e doenças graves.
    Descobriu que, além dos sentimentos primários (reação imediata aos acontecimentos) e secundários (sentimentos que substituem os primários), existem os "sentimentos adotados": sentimentos que se assumem de outras pessoas e são dirigidos a terceiros.
    Outra descoberta, foi o "movimento interrompido": interrupção do desejo de uma pessoa de buscar ou ir em direção aos pais.
    Criou uma dinâmica psicoterapêutica denominada de constelações familiares, que, mais tarde, ampliou sua abrangência, no chamado "movimentos da alma". Sua abordagem busca a clareza sobre os laços de amor que unem a família, descortinando soluções inusitadas e simples para os problemas e conflitos psíquicos dos pacientes.
    Nos anos recentes, descreveu, ainda, padrões importantes relativos à efetividade da relação de ajuda, chamados de "ordens da ajuda" e, ainda, sobre a postura básica fundamental do profissional que ajuda, dentro do contexto de seu trabalho.


    Escreveu mais de 30 títulos em alemão, vários dos quais foram traduzidos para o português.
     A Fonte Não Precisa Perguntar pelo Caminho pela Editora Atman
     A Simetria Oculta do Amor pela Editora Cultrix
     A Paz Começa na Alma pela Editora Atman
     Amor a Segunda Vista pela Editora Atman
     Conflito e paz: uma resposta pela Editora Cultrix
     Desatando os laços do destino pela Editora Cultrix
     Liberados Somos Concluídos pela Editora Atman
     No centro sentimos leveza pela Editora Cultrix
     O Essencial É Simples pela Editora Atman
     Ordens da Ajuda pela Editora Atman
     Ordens do amor pela Editora Cultrix
     Para que o Amor de Certo pela Editora Cultrix
     Pensamentos a Caminho pela Editora Atman
     Religião, Psicoterapia e Aconselhamento Espiritual pela Editora Cultrix
     Um Lugar para os Excluídos pela Editora Atman

    Vídeo com Bert Hellinger falando sobre o relacionamento de casais: